MEIA NOITE

 

É outra dor que dói em mim.

É o peso de um mundo inteiro que pesa no peito.

Não é solidão, não é angústia,

É outra dor que dói em mim.

Paro para não enlouquecer

Observo o bar

Tantos corpos vazios, tantos copos cheios

Os lábios de desconhecidos se beijam

As pessoas se bebem

E embriagadas esvaziam-se de si

Mas ainda não consigo me esvaziar desse peso.

Há algo em meu peito

Não é desamor, nem qualquer tipo de enfermidade.

Apenas pesa.

É outra dor que dói em mim.

Thayane Braide

Revista Propulsão (ISSN: 2595-1351 )

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Editora Responsável

Lia Leite