CIRANDA

“O tempo

Entra em

Meus cabelos

Entra em

Minhas unhas

E não me deixa

Escrever

E não me permite

Viver

Uma coisa de

Cada vez

 

Engano o

Tempo

Passeando

No parque

Brincando

Com meus

Filhos

Quando eles

Ainda

Não sabem

“O tempo

Entra em

Meus cabelos

Entra em

Minhas unhas

E não me deixa

Escrever

E não me permite

Viver

Uma coisa de

Cada vez

 

Engano o

Tempo

Passeando

No parque

Brincando

Com meus

Filhos

Quando eles

Ainda

Não sabem

Andar

Não sabem

Viver

Uma coisa de

Cada vez

 

Hoje

Decido

Viver o tempo

Como se

Estivesse do meu lado

Como se

Fôssemos velhos amigos

E soubéssemos brincar

 

De viver o

Tempo inteiro

Sem passados

Nem futuros

Uma fresta

De luz

Que ilumina

E queima

E se extingue

No exato momento

Que escrevo

Este poema”

 

 

 

 

Patricia Gonçalves Tenório (Recife/PE, 1969) escreve prosa e poesia desde 2004. Tem onze livros publicados, com premiações no Brasil e no exterior, entre elas, Melhor Romance Estrangeiro por As joaninhas não mentem (em Outubro, 2008) e Primo Premio Assoluto por A menina do olho verde (em Outubro, 2017), ambos pela Accademia Internazionale Il Convivio, Itália, e Prêmio Marly Mota (2013) da União Brasileira dos Escritores – RJ pelo conjunto da obra. Defendeu em 17 de setembro de 2015 a dissertação de mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, linha de pesquisa Intersemiose, “O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: um romance indicial, agostiniano e prefigural”, sob a orientação da prof. dra. Maria do Carmo de Siqueira Nino. Doutoranda em Escrita Criativa (2017.1) no Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), sob a orientação do prof. dr. Luiz Antonio de Assis Brasil.

Contatos: patriciatenorio@uol.com.br e www.patriciatenorio.com.br

Revista Propulsão (ISSN: 2595-1351 )

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Editora Responsável

Lia Leite