FELIPE NETO
METATEXTO

“Verbete  ou  Lembrete?” (...)  NHIMEAR  eis  a  questão...

Do germânico assaz sacrificado; variante errante brincante de atrás latinizado; assim dourado; raptado; capturado; absorvido; absolvido; resolvido; esclarecido; duvido; entretido; lembrado; postulado; os idos, os ismos e os lados; a pílula dourada do lembratio esquecidorum;  “esqueceram de rir uns  aos  outros” brincou lucidamente a criança nietzschiana àquela colocação; história de vida nas vidas que fazem estória; “cadê o agá, dona retórica?” declamou, enquanto se penteava, o Homem diante do seu Espelho; humanidade; “a via para a natureza humana  é  introspectiva ou extrovertida?” falseou o problema  Dilthey  àquela inaudita essência; maldita; boníssima; gracinha na contramão; os atalhos e os perigos; lembranças; sensações; durações; o curto, o médio e o longo prazo; uatizapeado; as preciosas análises impressionistas que se deixam levar por esses arquivos; expressionistas; surrealistas; vanguardas artísticas; retóricas; episódicas; cangaceirismo; banditismo; deslizar por entre os dedos; tramas; urdiduras; digitais; orais; imagéticos; descontinuando o dito diltheano“ é possível tomar a biografia como uma solução universalmente válida de uma tarefa científica?”; contexto; vira o texto; a página; o calibre; quando alguém vira personagem e sua vida, história; os labirintos dela; memória; vontade de; poder; esquecer; escrever; o estado dos ânimos e o desânimos do mercado; teórico-cognitivo; metodológico; afetivo; os mau ditos bem ditos; as conexões vitais e históricas que relacionam as vidas minúsculas às histórias maiúsculas e vice ou versa; matéria e memória; memória e sociedade; história e memória; Hábito de nHiMear nas quartas-feiras à tarde; confabular; reunião do núcleo história e memória; professores; estudantes; apresentações de projetos, metodologias,  argumentos e hipóteses de pesquisa; ato de martinizar a forma e o conteúdo ruirodriguiano de pensar a história; elmismos; gerardismos; rogerismos; ruismos; arismos; aforaísmos; aforismos; professorismos; estudantismos; docentes, discentes, decentes e indolentes; se eu esquecer de algo, por favor me perdoe por mais esses issos; informes; seleção; programa; educação; mestrado; doutorado; a política editorial da publicação científica brasileira; o cabresto das eiras e as beiras; com ou sem elas; um Antero no quintal do deixa disso; quental; feiras e feriados científicos; os fundos de pensão desse; todos nós envolvidos nisso; as linhas de pesquisa  nos eixos temáticos  e os eixos que segmentam as linhas; o fora e o dentro do eixo; história da educação, política e sociedade brasileira; história, memória e práticas culturais digitais; “o último recorde será batido?” insinuou calixtamente um candidato ao pré-edital da seleção; a biografia científica como obra de arte; destarte; registros; caracteres; subjetividade; objetividade; a nada sugestiva obviedade dessa noção sui generis; Gildênia; perfumes de gardênia; as convincentes formas de uma inconveniência;  reticência; evidência; convivência; “Esses tapas e beijos são tão políticos quanto históricos?” insinuou o salão da história  a  uma desconfiada e inquieta antropologia; sociologia das fazendas; o rural e o urbano; quando as margens não são maquiadas, malcriadas ou destratadas pelo trato histórico; a elegância e a gentileza da exposição; o desafio de conciliar as qualidades nas quantidades; o colunismo social do fatos obstruídos  ou  não percebidos na época; “Num sei se é isso ou não, falou o Sim pra mim”; as ninfas satíricas; agonísticas; duelos; duetos; suspeitos; “corra que o registro vem aí!” emendou o pergaminho aos diários virtuais e cibercultos de prontidão; plantão temático;  hábitos, atos e atitudes registrados; das idas e vindas de um Romeu e Julieta pós-moderno e pré-cambriano; modernidade psiquiátrica; “quantas idades têm a razão?” desconversou a musa insanidade a uma curiosa desrazão; vontade de querer; saber; poder; esquecer;  não confundir o pingo com os is; alguém a outrem; slogan historicizante “o que é mais moderno do que o século  quinto?”; cinco; Papa lá que eu papo cá; jogar conversa fora; as involúveis reviravoltas do método; vida; coronela; sertão; as veredas e as cruzetas desse grande sertão; o quadrilátero sanguíneo desses perímetros irrigados; Dona Guidinha do Poço; Memorial de Maria Moura; a inspiração ficcional de fatos reais; a ficção amparada numa realidade ou uma realidade amparada numa ficção? aspeou os arquivos às fontes de catalogação”; perscrutar; investigar minuciosamente; Albaniza Sarasate; Olga Barroso; Luíza Távora; inaudito; do veredicto ainda (im)popular “por trás de uma interessante mulher existe uma grande mulher”;  os atos falhos desse pleonasmo: “me desculpe seu doutor, estou pasmo” observou um participante a  um  fugidio aspecto que pareceu rondar aquela alusão; para além de um construtivismo ilusionista; a desconstrução dos pós-estruturalismos; a férrea controvérsia que esse falso problema mal colocado encerra; intriga; sondar; solucionar; investigar; relacionar; detalhes; as intrigantes vogais e consoantes desse (u)tópico frasal;  diferença; repetição; a mulher do Dutra que mandou fechar o cassino da Urca; Olavo Casanova de Oliveira; o galanteador; tese sua dor no presídio; líder de parentela; Lavras da Mangabeira; cariri cearense; império do bacamarte: vou atrás de você nem que seja em Marte; estudo metonímico; toponímico; amostra histórica; a parte do todo e o micro do macro; “vice ou versa?” perguntou a vestal ao mito; a hermenêutica nada laboratorial desses dados fatoriais; as implicantes variáveis que nos tergiversam; a fundamentação epistemológica desses métodos; sem discurso, eu falo é reto; versão; fatos; da pergunta inquietante: “Vão-se as mãos e ficam os dedos?” poetizou que sim, um primo que titubeou em negar um não; afirmar; família e coronelismo;. Bala muita; pistolagem; revisão bibliográfica; a cronologia intempestuosa dos fatos; Victor Nunes Leal; a enxada e o voto; o facão e  contra-mão da República; as versões e as  facções de um para outro; do Império a; Colônia; as passagens de um período ao outro; mistérios; “o real sempre esteve ali?” perguntou um codinome ao Saci; a necessária discussão sobre; Linguística; a fonética do Faoro; Raimundo; o italianismo latinizado, abaianado e aportuguesado desse ó; painho; mainha; “pátria ou mátria?”; as árias dessa ópera; fátria; frágil; a saga de uma epopéia; as bússolas da história;  por um quadrante, um sextante e um astrolábio do seu sábio tempo;  “Gilda ou mexe,  seu Gilgamesh?” sumerizou a questão os caracteres cuneiformes  a um travesso arabesco mourisco; o (im)possível  risco iraquiano e kuaitiano de ser mouro; a islamização e a cristianização dessa verificação; contaminação das fricções; atritos; namoros; o aspecto sarraceno dessas lúdicas perspectivas estatísticas; o contágio peninsular que esses ibéricos nos legaram;  o jeito norte africano de ser do oriente médio; o oriental, o ocidental o acidental  e o incidental nesse melodia histórica; música; o que se poderiam comprometer no desenvolvimento dessa suposição; teoria dos falsos negativos testados em história saiba-se lá o que venha, porventura, a ser isso; cem anos de confusão; solidão; do latim chacoalhado e idiomatizado “a peia totalisinterfamilialiurum”; federalismo; coronelismo como base; mediação; sustentação; a problematização das premissas; todo um rosário de missas desses problemas; o palíndromo invertido desse anagrama; ata; registro; rigor cético e poético; a biografia do biógrafo biografado; gravado; testemunhado; acordos pessoais; não há impessoalidade na república; as controvertidas formas de ver a questão; o debate está no prelo; ”Espanha e Portugal: feudal ou patrimonial?” eis, talvez, mais uma das incisivas e decisivas questões; vaticinou e martinizou; batizou; “não jogue a bacia com o menino dentro!” ia dizendo sinhazinha à Iaiá; os primórdios históricos, sociais, culturais, políticos, econômicos e ambientais da indistinção entre o público e o privado; “ privatização ou concessão?” emendou um capitão às suas questões hereditárias; genealogia; a dupla hélice desses vértices; cisão; cissiparidade; biologia; consanguinidade; história; sangue; a construção do mundo histórico nas ciências humanas; secas; Sertão; sedição; “bala muito é pouco ou papôco?” confidenciou, para poucos, uma testemunha da época ainda não identificada pela sucursal verbetiana; intensificação; o jeito montesquiano de problematizar nossos tristes trópicos; “estruturalize lá que que eu narro cá”;  provérbios; máxima e mínimas ilações; deduções; conclusões; senões; clãs; a antropologia da matriarca e do patriarca; mátria; pátria; fátria; “afasta-te de mim, ó Gilberto Freyre!” balbuciou um Outro Nordeste àquela  helicoidal  questão; psicanálise do conto de fardas; fadas; siarenses; monumento, espere um momento antes que você vire um documento; o contrário dessa expectativa noutras postagens e paisagens ideológicas; retrospectiva; aquele gramatical e ortográfico em que a letra “cê” vem antes do “dê” de Djacir Menezes; a intuição, a suspeição e a superstição sobre esse diálogo; seja ele áfono ou átono, compartilhou o acento agudo àquela circunflexão; genuflexão; o real, o ideal e o legal nesses desenlaces  matrimoniais; “não faz teu gênero?” cutucou a onça com a vara curta o caráter justiceiro de toda essa justa injustiça; o legal e o justo; a rinha de galos entre eles; “que nó, heim seu noé?” navegou a criança ao digitador; os típicos arquétipos dessa rosa-junguiana colocação; “valha-me deus tem nada a ver não, isso aí” versejou o narrador as suas próprias teses;  o teste hipotético de teses; a dissertação dessas monografias; uma tese; o caráter vertical e horizontal dessas colocações; doces; salgados; banquete de gastronomias; configuração das relações de parentela: “assim é que se dá a forma dela”; Gustavo Augusto Lima; médico; o bonde dos leões; o conde e eu: deu no que deu; ruas; avenidas; arquiteturas; as versões aciolinas de um tiroteio acciolyno ocorrido nessa praça; anti e prós, ou contras; vingança; encruzilhada; tradições; invenções; o gentilismo da Gentilândia; os ardis da minha gente; bacharelismo; a frágil familiaridade da base familiar; a tessitura e a textura desses laços; o rebatimento  disso naquilo; as armas da crítica e a crítica das armas; o sabor e a sensação das lembranças; do anedotário diário das anedotas; tinhosas; do coronelismo; volta e meia meu assunto passa por esse  ismo; da história social da mídia; rifa; mudança de sobrenome; pronome; a gramática  moral desses conflitos; discussão das premissas; missivas; federalismo; coronelismo; familiarismos; clero; escravismo; sítio Tatu: “tu vendes escravo enquanto eu caço tatu?”; os infernais tempos verbais dessa prosódia; rapsódia; discordância verbo-temperamental; nominal; romances; Federalina; temperalina; como é folclórica a “jagunça” desse período (nada) cristalino; o caráter ativo desse enredo; a frequência e a emergência dessa atividade; Carlyle; Burckhardt; Macaulay; Culkin; esqueceram de mim; o filme; aqui outros são os tesouros; franciscanismos; ciganismos; os desenvolvimentos da escola histórica até Ranke; analogias dos Annales; o ranking  vertical e horizontal daquilo que não está ali em disputa; frescura; pesquisa; monumento; documento; “apologia da história ou o ofício de historiador” parafraseou Le Goff  a  um “tal” de Marc Bloch; quando a esperança é o princípio de outro Bloch; o Ernst; micro-história italiana; nada como um bom problema siciliano; máfia; empáfia; multiplicidade; microquímica dos prazeres; poderes; a física da fisionomia; hegemonia; alegoria; rastros, indícios, mitos, sinais e símbolos inscritos nas passagens embrionárias  do império para a república; lendas; “folk ou lores?” segmentou o filólogo ao retórico; as pupilas do senhor reitor;  holofotes críticos; “sangue, suor ou lágrimas?” emendou Churchill àquelas manchas de sangue; folclore lendário nos diários desses mores; calendário; Juliano; Gregoriano; glacial; jurássico; geológico; histórico; cotidiano; diários; culto; popular; o caráter épico sob o prisma ético; “quais são as formas possíveis de angular uma personagem histórica?” aspeou as aspas que ficaram por aí mesmas; Heitor Ferrer; Roberto Cláudio; o cravo e a canela; de Amado aqui não escape, talvez, nem o Jorge; cisão política; as melissiosas, melindrosas e deliciosas narrativas; genealogias, formas e conteúdos de alfinetar e perceber essas brigas; intrigas; taxativas; lutas e quimeras de família; “Muito frequentes no Sertão, Lavras não foi exceção!” evidenciou o historiador às pistas que ansiava seguir; as alternâncias e as reentrâncias do poder; da tentativa de síntese conceitual “o coronelismo como uma forma de representação política”; obrigações recíprocas e assimétricas; a teoria histórica dessas formas jurídicas; figuras de linguagem; o caráter sempre aproximado de nossas tentativas de aproximação; que os fatos não corram  ou se distraiam de nós é um feliz aparte que nos cabe nesse minifúndio; latifúndios conceituais; filosofia de Izquierda; Direichta; fetichismo do conceito; imanência; transcendência; parte; todo; exceção;  singularidade; metonímia; novidade;  toponímia; exímia; mais um jeito de embaralhar essas cartas históricas; o incômodo inquietar que uma pesquisa pode resultar; desfrutar; informação; vestígios; indícios; oral por escrito; só o que não falta são os motivos; diferença; peculiar; personagem atraente; a sombra dela quem fotografa são pessoas como a gente; luzes, câmeras; ações; “heroína ou megera?” lá vem você cutucar nossas memórias; escavar; disputar; conferir ritmos; hesitações; pausas; cenários; colorações e vibrações a (in)determináveis  episódios de nossa história; Bezerra; “sexo sem culpa?” não me venha você com mais essa desculpa; cristã; Federalina Augusto Lima; o caráter excelso desse august@; o antes, o durante e o depois; as tramas urdidas na história; estória; com agá e sem agá; os secretos segredos que se entrelaçam; “quão infinitas são as possibilidades e as potencialidades de uma vida humana?” meditou pascoal; de todas elas; quase; sobrecomum-epiceno de muitos gêneros; Pascal; sobre; a partir; junto; com; imanência; transcendência; diligência; espírito nativo e ativo; lírico; combativo; Boa tarde.

Felipe Neto. Involucionista. Alquimista de Seus Ninguéns no Medievo Semiárido Siarense. Nordestino de Andrômeda nas Galáxias Vagas. Terrorista, poliglota, tradutor, fiador e falsificador de línguas desconhecidas, desconexas e xamânicas. Está no auge de sua reforma psíquica: assim afirmam os delirantes que o assistem. Alienista e alienado nas horas certas e erráticas. Artesão de verbetes. Cientista Antissocial. Descendente de genealogia mitolírica. Investigado pela Civilização Pós-Moderna por conta de delitos cometidos em nome de uma suposta justiça poética. Pai da Sara.

Revista Propulsão (ISSN: 2595-1351 )

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Editora Responsável

Lia Leite