DIOGO FONTENELLE
POEMA

O AQUI E O ALÉM

Para Rodrigo Marques Braga

 

O frêmito das asas de abelhas pelo jardim,

O perfume de rosa a tanger o dia dourado,

O canto do beija-flor da serra verde cetim,

E a estrela matinal com seu hino prateado

Vêm falar da vida efêmera dentro de mim.

Mas o azul dos céus além fala do Sagrado.

 

Vivemos a tecer o futuro que não veremos

E a transluzir o vivido para sempre apagado.

São diálogos a esmo sem rumos nem remos,

É monólogo impossível, é a voz do Sonhado.

fotografia: Ed Silva Quenoa

Diogo Fontenelle, autor de Reticências (poemas, 1979), Enquanto o Céu não Cair (poemas, 1981), Aquário de Sonho/ Sudário da Infância (poemas, 1982), Baila Balão (Poesia infantil, 1983), O Camelô das Ruas (cartões-postais, 1984), Incensório do Anoitecer (poemas, 1986), Marrocos Menino (Marcadores de livro, 1988), Madrigal de Revisitação à Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção (Papel de carta, 1988), Bumba-meu-Boi (Leques-poemas, 1988), Carta de Amor, Carta de Dor (Papel de carta, 1988), Roteiro do Encanto (poemas, 1992), Lapidário do Lápis (poemas, 1999), O Exercício da Odontologia pelo Ser Feminino: Estresse no Cotidiano (Dissertação de mestrado, 2004), Sorrisos de Jovens nas Periferias da Vida: O que Revelam e Ocultam de suas Experiências e Trajetórias (Tese de doutorado, 2013), Encantares (poemas, 2015) e Miragens (poemas, 2015).

fotografia: Marcos Vieira

Revista Propulsão (ISSN: 2595-1351 )

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Editora Responsável

Lia Leite